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Fleece térmico

O que é fleece e por que ele aquece tanto

Fleece é um tecido sintético de poliéster com estrutura de pile — fios escovados em ambos os lados que formam uma superfície felpuda capaz de aprisionar ar entre as fibras. Esse princípio de retenção de ar estático é o mesmo que torna a lã natural eficiente como isolante térmico: as microbolsas de ar funcionam como barreira contra a transferência de calor do corpo para o ambiente externo.

O fleece moderno foi desenvolvido pela Malden Mills (hoje Polartec) em 1979 como alternativa sintética à lã, oferecendo três vantagens decisivas: peso menor por unidade de isolamento, secagem rápida e ausência de absorção significativa de água. Essas características fizeram o tecido se tornar a camada intermediária (mid-layer) mais utilizada no sistema de 3 camadas, conceito que organiza a vestimenta para frio em três funções complementares — segunda pele (camada de base, gerencia a umidade), fleece ou similar (camada intermediária, retém calor) e shell externa (camada de proteção, bloqueia vento e água).

Na Goradin, o fleece está presente em blusas, jaquetas e calças para os três públicos — fleece feminino, fleece masculino e fleece infantil — sempre selecionados com critério técnico de gramatura adequada ao uso típico no inverno brasileiro.

Anatomia técnica do fleece: gramatura, anti-pilling e DWR

A gramatura do fleece é a densidade do tecido medida em gramas por metro quadrado (g/m²) e é o atributo técnico mais decisivo na escolha da peça. Fleece de 100 g/m² é leve, respirável e indicado para frio urbano moderado entre 5 °C e 15 °C — funciona bem como camada única em ambientes ventilados ou como mid-layer sob casaco em dias menos frios. Fleece de 200 g/m² é a faixa mais versátil para o inverno brasileiro, com isolamento adequado para temperaturas entre -5 °C e 5 °C e peso ainda suficientemente baixo para uso prolongado sem fadiga. Fleece de 300 g/m² é projetado para frio extremo ou exposição prolongada parado (esperar transporte em destino com neve, observação de paisagem em altitude), com isolamento máximo ao custo de mais volume e calor potencialmente excessivo em atividades de alta intensidade.

A relação peso-isolamento do fleece é favorável quando comparada à lã natural: para um mesmo nível de calor retido, uma blusa em fleece 200 pesa aproximadamente metade do equivalente em lã merino. Essa vantagem se inverte em condições úmidas — fleece molhado perde mais isolamento percentual do que lã —, mas para uso típico brasileiro (frio seco a moderadamente úmido), o fleece costuma oferecer melhor relação custo-benefício térmico.

Tratamento anti-pilling: por que algumas peças "embolam" e outras não

O pilling — formação de bolinhas na superfície do tecido — é a principal queixa em fleece de qualidade inferior. O fenômeno acontece quando fibras curtas se soltam parcialmente da trama por atrito (lavagem, fricção contra mochila, contato com fechos) e se enrolam em si mesmas, formando os pellets visíveis.

O tratamento anti-pilling é o conjunto de processos industriais que reduz a ocorrência: fios mais longos e mais retorcidos, queima superficial das fibras soltas (singeing) e acabamentos químicos que aumentam a resistência da estrutura do pile. Fleece tratado adequadamente mantém superfície uniforme por centenas de ciclos de lavagem; fleece sem tratamento ou com tratamento deficiente começa a apresentar pilling após poucas lavagens, e em casos severos o aspecto da peça se compromete rapidamente.

DWR (durable water repellent): repelência à água sem sacrificar respirabilidade

DWR é um tratamento aplicado à superfície externa do tecido que faz a água escorrer em gotas ao invés de penetrar nas fibras. O fleece não é impermeável — não substitui uma shell hardshell em chuva forte —, mas o DWR adiciona uma camada de proteção contra chuvisco leve, neve fina e umidade superficial.

A vantagem do DWR sobre uma membrana impermeável tradicional é que ele não bloqueia a respirabilidade: o vapor de suor continua saindo livremente, o que evita a condensação interna que tornaria a peça desconfortável em atividades físicas. O tratamento se desgasta com o tempo (atrito, lavagens) e pode ser reaplicado com sprays específicos vendidos para reativação de DWR. Para uso casual e atividade urbana, o DWR original costuma durar 2–3 temporadas antes de precisar reaplicação.

Tipos de fleece: micro fleece, polar fleece, pile e polartec

Nem todo fleece é igual. As variações construtivas determinam aplicação e desempenho:

  • Microfleece — tecido fino (geralmente 100 g/m² ou menos) com fibras curtas e densas. Indicado para uso próximo à pele (camada intermediária leve sob jaqueta) ou como peça única em frio ameno. Vantagem: respirabilidade alta, não restringe movimento.
  • Polar fleece — versão clássica desenvolvida pela Malden Mills, em gramaturas 100, 200 e 300. Pelo curto a médio em ambos os lados. É o "fleece padrão" da maioria das peças do mercado.
  • Pile fleece — fleece com pelo mais alto, com aspecto mais felpudo. Geralmente usado em forros internos de jaquetas (a parte externa é nylon ou poliéster comum), maximizando isolamento sem volume excessivo na peça toda.
  • Polartec® — marca registrada da Polartec LLC, é referência global em fleeces técnicos. Inclui linhas como Polartec® Power Stretch (com elastano para mobilidade) e Polartec® Wind Pro (com proteção adicional contra vento). Apesar do nome técnico, segue os mesmos princípios físicos dos demais.

A escolha entre os tipos depende mais da atividade (urbana, trilha, esporte) e da temperatura esperada do que da nomenclatura comercial. Para uso típico brasileiro, polar fleece 200 g/m² cobre a maioria dos cenários de inverno.

Fleece feminino

A modelagem feminina do fleece considera ajuste na cintura, comprimento das mangas, decote e shaping de quadril. As blusas em fleece feminino da Goradin oferecem corte que valoriza a silhueta sem comprometer a função térmica — diferentemente de modelagens unissex, que tendem a sobrar nos ombros e na cintura.

A linha feminina inclui blusas meio-zíper (versáteis para regulagem de temperatura), blusas full-zip (mais práticas para vestir sem desarranjar penteado) e jaquetas com forro adicional. A escolha entre as opções depende da rotina de uso: quem alterna entre ambientes internos aquecidos e externos frios pode preferir o full-zip pela praticidade de remover rapidamente; quem fica mais tempo em ambiente externo se beneficia do meio-zíper, que aquece mais por reduzir entrada de ar pela abertura.

Para um sistema completo no inverno brasileiro, a combinação de segunda pele feminina, fleece e casaco feminino por cima compõem as três camadas técnicas do sistema térmico.

Fleece masculino

A linha de fleece masculino na Goradin contempla blusas meio-zíper (o modelo mais técnico, herdado do uso outdoor), jaquetas full-zip e calças em fleece térmico. A modelagem masculina prioriza amplitude de movimento nos braços e ombros, cintura reta e comprimento até a metade do quadril.

A escolha do modelo segue a mesma lógica de atividade: blusas meio-zíper para uso ao ar livre e em ambientes onde regular temperatura com a abertura no peito é prático; jaquetas full-zip para uso urbano e situações em que vestir/desvestir frequentemente. Para frio mais intenso, o fleece pode ser combinado com segunda pele masculina por baixo e jaqueta externa por cima.

A linha masculina também inclui blusas e jaquetas fleece em modelos com tratamento DWR para uso em condições de chuvisco e neve fina, ampliando o leque de cenários onde a peça serve sem necessidade de shell adicional.

Fleece infantil

Crianças têm relação superfície-volume corporal maior que adultos, o que significa perda de calor mais rápida proporcionalmente à massa. Por isso, o fleece infantil cumpre função térmica ainda mais relevante do que nas linhas adulto — manter a temperatura corporal estável evita queda de imunidade, irritabilidade e desconforto que prejudicam a atividade da criança.

A linha infantil considera três aspectos específicos: segurança (sem cordões soltos na região do pescoço, conforme normas pediátricas), facilidade de calçar e vestir (zíperes amplos com proteção interna no queixo) e durabilidade reforçada nos pontos de maior atrito (cotovelos, joelhos, punhos). A gramatura recomendada para uso típico brasileiro é 200 g/m², que cobre frio moderado a intenso sem superaquecer em atividade física infantil normal.

Para o sistema completo infantil, o fleece é combinado com segunda pele infantil por baixo e casaco externo por cima. Meias térmicas e botas para neve infantil completam a proteção nas extremidades, onde crianças perdem calor com maior facilidade.

Fleece x lã x softshell x hardshell: quando usar cada um

O fleece é parte de um ecossistema de tecidos para o frio. Entender a diferença ajuda a escolher a peça certa para cada uso:

  • Fleece — mid-layer. Aquece (retenção de ar nas fibras), seca rápido, leve, respirável. Não bloqueia vento significativamente. Não é impermeável.
  • Lã natural (merino, alpaca) — pode ser base ou mid-layer. Aquece mesmo molhada (vantagem sobre fleece em ambientes úmidos), regula temperatura naturalmente, antiodor por propriedades antibacterianas da queratina. Mais pesada, secagem mais lenta.
  • Softshell — camada intermediária externa. Combina algum isolamento (forro felpudo) com proteção significativa contra vento e leve repelência à água. Substitui fleece shell em condições intermediárias de frio e vento.
  • Hardshell — camada externa de proteção. Impermeável (membrana com coluna d'água ?10.000 mm), bloqueia o vento totalmente, não aquece por si. Usada por cima do fleece em chuva, neve ou vento forte.

A regra prática: em frio seco e moderado, fleece como camada externa é suficiente. Em frio intenso, fleece como mid-layer sob casaco. Em chuva ou neve, fleece sob hardshell. Em vento forte sem chuva, softshell substitui fleece+hardshell pela praticidade.

Como escolher o fleece ideal para sua atividade

Frio urbano leve (5–15 °C): fleece 100 g

Para uso urbano em cidades com inverno ameno (capitais do Sudeste e Sul, exceto Serra Catarinense e Gaúcha em julho), o fleece 100 g/m² oferece isolamento suficiente para uso como peça única sobre camiseta, sem volume excessivo que atrapalhe sob casacos sociais ou jaquetas leves. A respirabilidade alta evita superaquecimento em deslocamentos curtos e em ambientes internos aquecidos. Modelos meio-zíper permitem regular a temperatura abrindo o pescoço quando necessário.

Frio intenso ou trilhas (-5 a 5 °C): fleece 200 g

A gramatura de 200 g/m² é a mais versátil para o inverno brasileiro. Cobre temperaturas de Gramado, Canela, São Joaquim e Urupema em pleno inverno, e funciona como mid-layer adequado para viagens a destinos com neve (Bariloche, Santiago) em combinação com casaco externo. Para atividades ao ar livre como caminhadas em parques, mirantes e trilhas leves, o 200 mantém calor sem causar suor excessivo em ritmo moderado.

Frio extremo ou parado em ambiente gelado (<-5 °C): fleece 300 g + segunda pele

Para frio intenso prolongado, especialmente em situações de baixa atividade física (esperar transporte em estação fria, observação de paisagem em altitude e viagens a destinos com neve em pleno auge do inverno), o fleece 300 g/m² combinado com segunda pele faz o trabalho de mid-layer pesado. A combinação com roupas térmicas por baixo e casaco externo por cima fecha o sistema completo para temperaturas que podem chegar a -10 °C ou menos.

Como lavar e conservar peças em fleece

A manutenção correta do fleece preserva o desempenho térmico e a durabilidade da peça por mais temporadas:

Lavagem: use água fria a morna (máximo 30 °C) e sabão neutro líquido. Sabão em pó pode deixar resíduos nas fibras que reduzem a respirabilidade. Lave do avesso para proteger a superfície externa do atrito com outras peças. Evite misturar com toalhas, jeans ou peças com Velcro — o atrito favorece pilling e captura fibras.

Secagem: seque ao ar livre, à sombra. O fleece seca rapidamente devido à baixa absorção de água do poliéster. Evite secadora em alta temperatura: o calor excessivo derrete parcialmente as microfibras e elimina o tratamento anti-pilling. Se usar secadora, escolha ciclo frio ou delicado.

Reativação do DWR: após muitas lavagens, o tratamento DWR perde eficiência. Spray reimpermeabilizante específico para fleece (não usar produtos para hardshell) restaura a repelência. Aplique em peça limpa e seca, deixe secar 24h antes do uso.

Armazenamento: dobre ou pendure sem comprimir. Fleece comprimido por longos períodos pode apresentar marcas permanentes nas fibras. Em armário, evite ambientes muito úmidos — embora o fleece não absorva água como lã, umidade prolongada pode favorecer mofo no forro de jaquetas com componentes mistos.

Perguntas frequentes sobre fleece

O que é fleece e do que ele é feito?

Fleece é um tecido sintético feito de poliéster (geralmente PET reciclado em linhas modernas), com estrutura de pile escovado dos dois lados. Os fios são longos e felpudos, criando microbolsas de ar entre as fibras — o mesmo princípio que faz a lã natural aquecer. O fleece foi inventado em 1979 pela Malden Mills (hoje Polartec) como alternativa sintética à lã, com vantagens de peso menor, secagem rápida e custo mais acessível.

Existem variações no fleece de mercado: fleece 100% poliéster (mais comum), fleece com elastano para mobilidade (Polartec Power Stretch e similares), fleece com tratamento DWR para repelência à água, e fleeces de marca registrada como Polartec® e Sherpa® com características construtivas específicas. Para uso típico brasileiro, fleece padrão de poliéster com tratamento anti-pilling que cobre a maioria das necessidades. Linhas premium com tecnologias adicionais (DWR, elastano, antimicrobianos) são justificadas para uso outdoor intensivo.

Qual a diferença entre fleece 100, 200 e 300?

A diferença está na gramatura do tecido — quantos gramas pesa um metro quadrado. Quanto maior o número, mais denso e mais aquecido o tecido, mas também mais volumoso.

Fleece 100 g/m² é leve, respirável e indicado para temperaturas entre 5 °C e 15 °C. Funciona bem como peça única em frio urbano moderado ou como mid-layer fino sob casaco em dias mais frios. É a gramatura ideal para quem quer uma peça versátil que não fica volumosa.

Fleece 200 g/m² é o mid-range mais popular, recomendado para temperaturas entre -5 °C e 5 °C. Cobre o inverno brasileiro típico (Sul e Sudeste serrano), funciona como mid-layer em viagens a destinos com neve, e tem volume aceitável para uso urbano. Se você só puder ter uma gramatura, escolha 200.

Fleece 300 g/m² é projetado para frio extremo (<-5 °C) ou para uso parado em ambiente gelado. Mais volumoso, pode ser quente demais em atividade física intensa, mas é a melhor opção para esperar transporte em estação fria, observação de paisagem em mirantes ou viagens a destinos com neve em pleno auge do inverno.

Fleece esquenta tanto quanto lã?

Em peso equivalente, o fleece esquenta um pouco menos que a lã merino — mas ele tem uma vantagem importante: é mais leve para o mesmo nível de calor. Uma blusa em fleece 200 g pesa cerca de 250 g; uma blusa em lã merino equivalente pesa 400–500 g. Para mochileiros e viajantes, a relação peso-calor do fleece é favorável.

A lã merino tem três vantagens sobre o fleece que justificam o preço maior em alguns cenários: (1) aquece mesmo molhada — fleece molhado perde mais isolamento percentual; (2) regula temperatura naturalmente — absorve excesso de calor e libera quando esfria; (3) é naturalmente anti odor pela queratina, suportando dias de uso sem cheiro. Em troca, a lã merino é mais cara, exige cuidados específicos de lavagem e tem secagem mais lenta.

Para inverno brasileiro típico (frio seco a moderadamente úmido), o fleece cobre a maioria das necessidades com custo-benefício superior. Para viagens longas com pouca chance de lavar roupa, ou para uso outdoor intensivo, a lã merino entrega vantagens que justificam o custo maior.

Por que algumas peças de fleece bolinhas (pilling) e outras não?

O pilling acontece quando fibras curtas e mal fixadas se soltam por atrito e se enrolam em pellets na superfície do tecido. A susceptibilidade depende de quatro fatores construtivos: (1) comprimento dos fios — fios mais longos e mais retorcidos resistem melhor; (2) processo de queima superficial (singeing) — elimina fibras soltas antes do uso; (3) acabamentos químicos anti-pilling — aumentam a resistência da estrutura do pile; (4) qualidade da matéria-prima do poliéster.

Fleece bem fabricado mantém superfície uniforme por centenas de ciclos de lavagem. Fleece de qualidade inferior começa a bolinar após poucas lavagens, especialmente em áreas de atrito como axilas, mangas e laterais. Para evitar pilling acelerado: lave do avesso, em água fria, sem misturar com peças abrasivas (jeans, Velcro), e evite secadora em alta temperatura. Quando o pilling já apareceu, é possível remover com aparelhos específicos (pill remove) ou navalha de barbear passada com cuidado.

Posso usar fleece como camada externa no frio?

Sim, em condições específicas. O fleece funciona como camada externa em frio seco sem vento significativo, tipicamente entre 5 °C e 15 °C. Para temperaturas mais baixas, a falta de proteção contra o vento faz o calor escapar rapidamente — o vento atravessa a estrutura aberta do fleece e neutraliza o isolamento por convecção.

Em condições de vento, neve ou chuva, o fleece precisa de uma shell por cima. Para vento sem precipitação, uma softshell ou jaqueta wind-pro resolve. Para chuva ou neve, hardshell impermeável. Algumas peças combinam fleece com camada externa cortavento integrada (fleece com membrana wind-block), que substituem a necessidade de jaqueta adicional em vento moderado.

A escolha entre fleece + shell vs. softshell isolada depende do uso: para uso variado (urbano, casual, ocasional outdoor), fleece + shell oferece mais flexibilidade. Para uso outdoor frequente em condições intermediárias, softshell isolada é mais prática.

Como lavar fleece sem estragar o tecido?

Use água fria a morna (máximo 30 °C) e sabão neutro líquido. Sabão em pó pode deixar resíduos nas fibras que reduzem a respirabilidade. Lave do avesso para proteger a superfície externa do atrito. Não use amaciante — ele cria filme nas fibras que reduz a capacidade do tecido de afastar umidade do corpo, comprometendo a função térmica.

Evite misturar com peças abrasivas (jeans com tachas, peças com Velcro, toalhas felpudas grossas). O atrito favorece pilling e também faz o fleece capturar fibras de outras peças, criando bolinhas mistas difíceis de remover.

Seque ao ar livre à sombra. Evite secadora em alta temperatura: o calor excessivo derrete parcialmente as microfibras e elimina o tratamento anti-pilling. Se precisar usar secadora (em viagem, por exemplo), escolha ciclo frio ou delicado. Não passe ferro diretamente — se necessário desamassar, use ferro em temperatura mais baixa com pano úmido entre o ferro e o tecido.

Fleece molhada ou repele água?

Fleece padrão não é impermeável, mas tem três características úteis em contato com água: (1) absorção mínima — o poliéster não absorve água como o algodão ou a lã, então o fleece molhado pesa pouco mais que seco; (2) secagem rápida — peças molhadas secam em poucas horas, frequentemente já durante o uso; (3) isolamento mantido em parte — fleece úmido aquece menos que seco, mas mantém função residual.

Fleece com tratamento DWR (durable water repellent) tem repelência ativa contra água superficial — chuvisco leve, neve fina e umidade externa escorrem em gotas sem penetrar no tecido. O DWR não substitui uma membrana impermeável em chuva forte ou imersão, mas adiciona uma camada de proteção que mantém o fleece seco em condições leves a moderadas.

Para uso em chuva ou neve significativas, o fleece precisa de uma hardshell por cima. A combinação fleece + hardshell impermeável é a configuração padrão do sistema de 3 camadas para condições úmidas e frias.